Desenvolvimento embrionário dos animais



Desenvolvimento embrionário dos animais
 
girafaÉ comum que exista reprodução assexuada em alguns filos de animais. Ela ocorre quando um único organismo genitor origina descendentes, não ocorrendo mistura genética com outros indivíduos da espécie. Contudo, a forma mais comum de reprodução entre todos os filos animais é a sexuada, em que o ciclo reprodutivo consiste na união de duas células sexuais haplóides: o gameta feminino conhecido como óvulo e o gameta masculino, o espermatozoide.

Dessa união surge uma célula chamada zigoto diplóide, que contém material genético de dois gametas. Seu desenvolvimento dá origem à blástula, uma bola de células com uma cavidade interna. Ausente entre todos os outros grupos de seres vivos, essa novidade evolutiva é conhecida como apomorfismo.

Animais diblásticos e triblásticos

O desenvolvimento da blástula leva à formação da gástrula. Já nessa etapa, ocorre a diferenciação dos tecidos embrionários básicos, conhecidos como folhetos germinativos. Dependendo do número de folhetos, os animas podem ser diblásticos ou triblásticos. No primeiro, acontece a formação do ectoderma e o endoderma. Já no segundo caso, a gástrula, além de formar o ectoderma e o endoderma, gera o mesoderma, que fica situado entre eles.

Animais acelomados, pseudocelomados e celomados

Alguns animais como os vermes achatados, o mesoderma preenche todo o espaço entre o ectoderma e o endoderma, resultando em um corpo maciço. Além da digestória, nesses animais não apresentam outras cavidades corporais. A isso dá-se o nome de acelomados.

Já nos vermes cilíndricos, por exemplo, o mesoderma cresce aderido ao ectoderma, deixando um espaço entre si e o endoderma. A esse espaço, dá-se o nome de pseudoceloma. Ele é preenchido por líquido, onde se alojam os diversos órgãos do animal. Os animais que se incluem nesse grupo são chamados de pseudocelomados.

Já os representantes de todos os outros filos de animais apresentam uma cavidade corporal chamada cela, que é completamente revestida por mesoderma. Todos os animais que estão incluídos nesse grupo são chamados de celomados. 

Há também os animais esquizocelomados e os enterocelomados. Os primeiros apresentam celoma esquizocélio, que se formam a partir de fendas internas, surgindo nos blocos de mesoderma do embrião. Nos segundos, a formação do celoma é enterocélica, ou seja, se formam a partir do espaço interno das bolsas mesodérmicas, que se formam originalmente ligadas ao arquêntero, a cavidade interna da gástrula.

Animais protostômios e deuterostômios

A cavidade interna da gástrula, conhecida como arquêntero, e o meio externo dão origem ao blastóporo, que é justamente a abertura de comunicação entre essas duas estruturas que podem originar a boca e o ânus do indivíduo, dependendo do grupo de animais em que ele se inclui. Àqueles em que o blastóporo dá origem à boca, são chamados protostômios.

Já os animais em que o blastóporo dá origem ao ânus, são chamados de deuterostômios. Todos eles são também enterocelomados. 
 
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